Academia das Ciências de Lisboa
Nível de descrição
Fundo
Código de referência
PT/ACL/ACL
Tipo de título
Formal
Título
Academia das Ciências de Lisboa
Dimensão e suporte
603 cx.; 534 liv.; 28 mç.; papel
Extensões
603 Caixas
534 Livros
28 Maços
Entidade detentora
Academia das Ciências de Lisboa
História custodial e arquivística
O fundo documental da Academia das Ciências de Lisboa (ACL) reflete a estrutura orgânica e o contexto de produção informacional da instituição desde a sua fundação, constituindo-se como fonte de excelência para o seu conhecimento e estudo da sua importância cultural. A sua organização e tratamento arquivístico tem por base dois eixos: o estudo da história institucional, fundamental para a compreensão das sinergias geradas entre produtores de informação e a própria documentação, em paralelo com o seu contexto de criação e propósito fundacional; e a prática de classificação numa perspetiva orgânico-funcional, de modo a sistematizar hierarquicamente as secções e séries documentais, respeitando a estrutura interna da Academia.Entre 1834 e 1918, os Estatutos da ACL referem a existência de um “Archivo da Secretaria”, cujas práticas de arquivamento e organização da informação se desconhecem nos dias de hoje, não se dispondo de qualquer regulamento ou instrumentos de descrição documental. A itinerância que caracterizou a própria Academia refletiu-se, naturalmente, nas condições de acondicionamento e salvaguarda do seu acervo. Sem nunca deter um espaço próprio, o património documental permaneceu simultaneamente fragmentado e disperso desde a sua fundação até 1834, data em que se fixou no antigo Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco. Até então, ocupou sete locais distintos: desde o Real Palácio de Nossa Senhora das Necessidades (1779-1791); ao Palácio dos Senhores de Alconchel, na Rua do Poço dos Negros (1792-1796); Palácio dos Condes de Castro Marim, na Calçada do Combro (1797-1799); ao Palácio dos Sobrais (1800-1822); ao Colégio dos Monges Beneditinos à Estrela (1823-1831); e ao Palácio do Conde de Lumiares (1832-1833). Concomitantemente, a Academia partilhou as instalações do antigo Convento com outras entidades, como o Curso Superior de Letras, entre 1859 e 1958, e a Comissão Geológica, desde 1859, hoje Museu Geológico.O século XXI trouxe uma relação de maior proximidade da instituição com a sua história e, por conseguinte, com o seu Arquivo Histórico, refletida em novas tentativas de organização e classificação, ou práticas de arquivamento pretéritas.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Incorporação. Compreende documentos produzidos, acumulados e conservados, de natureza distinta, desde 1779.
Âmbito e conteúdo
O Fundo da Academia das Ciências de Lisboa conserva documentação de natureza histórica, testemunha dos fluxos informacionais intrínsecos à sua orgânica institucional e estrutura interna. O Fundo integra documentação proveniente dos serviços e funções, tais como: correspondência entre os sócios, e ofícios entre a Academia e outras instituições, nacionais e estrangeiras; atas das assembleias e sessões, bem como os pareceres nelas proferidos pelos académicos; processos de censura às Memórias apresentadas; inventários dos bens da ACL; livros de contas e outros documentos que refletem a atividade de tesouraria; livros de despesa da tipografia; entre outros.
Sistema de organização
Orgânico-funcional.O Quadro de Classificação reflete a documentação procedente dos serviços e funções, a saber, dez (14) secções: Conselho Administrativo, Presidência, Secretaria, Guarda-Mor dos Estabelecimentos, Tesouraria, Assembleias, Classe de Ciências, Classe de Letras, Comissões, Tipografia, Biblioteca, Museu, Instituto Maynense e Instituição Vacínica; e cento e sessenta e quatro (146) séries documentais. Decorrente dos trabalhos de reorganização e tratamento arquivístico em curso, prevê-se que este número possa aumentar.
Condições de acesso
Conforme Regulamento próprio, publicado a 6 de maio de 2022, o acesso à documentação de natureza histórica encontra-se condicionado devido aos trabalhos de organização e tratamento arquivístico.
Idioma e escrita
Português, Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Latim
Características físicas e requisitos técnicos
A documentação encontra-se na sua totalidade em bom estado de conservação.
Notas
O fundo da Academia das Ciências de Lisboa está em fase de tratamento arquivístico, pelo que a respetiva unidade de descrição se encontra aberta, estando previstos novos ingressos.À data de março de 2025, encontravam-se por classificar 122 caixas de documentos avulsos.
Notas do arquivista
TítuloDescrição elaborada por
Data2023-03-16
ArquivistaJoana Gomes Soares e Maria Beatriz Merêncio
Regras ou convenções
CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS - ISAD(G): Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística. 2ª edição. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo, 2022. ODA: Orientação para a Descrição Arquivística. 2.ª versão. Lisboa: DGARQ, 2007.
Relações com registos de autoridade